Fragmentos do “Alcorão mais antigo do mundo” são descobertos na Inglaterra

Pedaços de um Alcorão, que podem ser mais velhos do que o próprio profeta Maomé, foram descobertos na Inglaterra.

 

Acredita-se que os fragmentos do texto religioso tenham até 1.448 anos, e foram descobertos dentro das páginas de outro antigo Alcorão, na biblioteca da Universidade de Birmingham.

 

As páginas foram examinadas e carbono-datadas por especialistas da Universidade de Oxford, que acreditam que esses fragmentos possam pertencer ao mais antigo Alcorão do mundo. Assim como acontece com muitos textos religiosos, a história por trás das origens do Alcorão não é clara. Muitos estudiosos acreditam que ele foi transmitido oralmente antes de ser colocado no papel.

The world's oldest fragments of the Koran on show at the University of Birmingham. PRESS ASSOCIATION Photo. Picture date: Wednesday July 22, 2015. Radiocarbon analysis has dated the now "globally significant" parchment bearing the text to a period between AD 568 and 645 with 95.4% accuracy. See PA story RELIGION Koran. Photo credit should read: Joe Giddens/PA Wire
Foto: Reprodução / Joe Giddens / PA Wire via Metro

No entanto, esta descoberta sugere uma versão do Alcorão que pode ter existido antes mesmo de Maomé. O historiador, Tom Holland, disse ao jornal britânico The Times que a descoberta “desestabiliza a ideia de que podemos conhecer a certeza sobre a origem do Alcorão”.

 

Já o historiador Keith Small, da Biblioteca Bodleian da Universidade de Oxford, acredita que a descoberta dá credibilidade à teoria de que Maomé e seus primeiros seguidores “usaram um texto que já existia para encaixar e criar sua própria agenda política e teológica, ao invés de Muhammad receber uma revelação do céu”.

 

Vários estudiosos muçulmanos têm contestado as alegações, subscrevendo a crença de que o primeiro Alcorão em forma de livro foi concluído em 650 d.C. Mustafa Shah, da Escola de Estudos Orientais e Africanos em Londres, disse: “De qualquer forma, o manuscrito consolida as origens tradicionais do Alcorão”.

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